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19.1.16

Novo tipo de parâmetro: Global Parameter

Ano novo, versão anterior do Revit, mas com um upgrade recheado de novidades interessantes (R2, apenas disponível para clientes com subscrição). Algumas de cosmética, outras de novidades previamente anunciadas para a versão 2017 do Revit, mas quero salientar uma delas que considero interessantes e de muita utilidade: Global Parameters




Basicamente, e de forma muito simplificada, são parâmetros relatório, ou seja, parâmetros que poderão ser utilizados para controlar outros parâmetros diretamente ou através de fórmulas.


Estes parâmetros poderão ser previamente preparados para serem usados da forma mais conveniente para o projeto.



E a parte interessante é que estes poderão ser usados para referenciar outros objetos, dimensões e até mesmo parâmetros de famílias.
Estes parâmetros são atribuídos como nas famílias, ou seja, através das dimensões.

 Associando a famílias o mesmo se aplica, criando restrições paramétricas ao projeto.


Desta forma, alterando os parâmetros globais, conseguirei alterar tudo o que está relacionado com os parâmetros.



Muito interessante e útil!



25.9.13

Folha de Impressão paramétrica

Um aspeto importante para quem desenvolve projetos de arquitetura em qualquer programa, é a necessidade de criação da nossa folha de impressão de acordo com as nossas normas do gabinete: rótulo, logótipos, informações, entre outras. É um assunto simples de resolver, mas que muitos me têm questionado de qual a melhor forma de a fazer. Não há receitas para tudo e todos, mas aqui fica uma boa dica.
 
Não vamos criar o rótulo da folha (com indicação do nome do cliente, morada, fase do projeto, designação da folha, entre outras informações), mas sim apenas parametrizar todo o limite da folha. Ter também em atenção que além dos tamanhos pré-definidos, existe também a necessidade de aumentar a folha para outras dimensões não Standard. Muitos dos utilizadores aumentam o comprimento da folha para o tamanho em função do pretendido, enquanto outros preferem aumentar em função do incremento de um módulo de um determinado valor.
 
Vamos então criar uma folha para impressão?
 
Para que seja possível criar essa folha, vamos abrir um modelo (Template) respetivo. Aceda ao menu “R”>New>Title Block.
 
 
Apesar de irmos criar uma folha com formatos universais (A0, A1, A2, A3 e A4), vamos iniciar com base no formato A2; nesse sentido, selecionar o modelo A2 metric.rft (poderá criar qualquer formato que pretender, alterando os existentes ou iniciando com o modelo New Size metric.rft).
 
 
Antes de executar qualquer alteração, sugiro que grave o ficheiro, atribuindo um nome de fácil identificação: Folha.
Através das ferramentas disponíveis, desenhar a margem da folha de acordo com o pretendido; utilizar os comandos de edição que achar conveniente (Move, Copy, Offset,…). Sugiro a seguinte representação:
 
Vamos agora atribuir alguma parametrização à margem da folha. Iremos dividir a parametrização em 5 etapas:
  • Criação dos parâmetros e constrangimentos necessários;
  • Teste dos parâmetros criados;
  • Parametrização avançada da folha;
  • Teste da parametrização;
  • Criação dos Tipos de folha pretendidos;
Na primeira etapa, vamos criar os parâmetros mais imediatos e pretendidos, isto é, parâmetros para poder alterar o comprimento e altura, bem como parâmetros de visibilidade de alguns objetos, caso não pretendamos que eles sejam visíveis (por exemplo, as indicações das dobras na horizontal e vertical e as linhas das margens). Comecemos pelos parâmetros de dimensão; para isso, e uma vez que os parâmetros de dimensão são atribuído aos elementos Cota, começamos por cotar a nossa folha de acordo com a imagem anterior.
 
Após efetuada a cota, selecionar a correspondente ao comprimento da folha, e na Barra das opções clicar em Label e selecionar a opção Add parameter….
 
 
Na caixa de diálogo que surge, atribuir o nome Comprimento e definir este com um parâmetro do Tipo.
 
 
Criado o parâmetro, teremos o seguinte resultado.
 
 
Uma vez que os parâmetros de comprimento são criados da mesma forma, criar os seguintes aos objetos respetivos:
  • Altura;
  • Lombada;
  • Margens
Uma vez que temos 3 cotas correspondentes às Margens, é apenas necessário a criação de um parâmetro e associar às três esse mesmo parâmetro.
 
 
Teremos então o seguinte resultado.
 
Uma vez que pretendemos também que as cotas correspondentes às dobras na altura, basta selecionar as duas cotas e clicar nos cadeados correspondentes.
 
Ainda nesta primeira etapa, vamos também criar os parâmetros de visibilidade, ou seja, do tipo Yes/No. Como o próprio nome indica, este tipo de parâmetro permite ligar ou desligar os objetos associados ao parâmetro.
Para isso, selecionar a linha da dobra da lombada e nas Propriedades da Instância, clicar no ícone quadrado à direita do parâmetro Visible.
 
Na caixa de diálogo que surge, clicar em Add parameter… e na nova caixa de diálogo definir as propriedades do mesmo. Depois de criado o parâmetro, clicar em Ok até voltarmos à área de trabalho. Atribuir este novo parâmetro às dobras correspondentes ao comprimento da folha.
 
 
Ainda com este tipo de parâmetro, atribuir às margens também o parâmetro com o nome Margem.
 
Passamos então à segunda etapa: testar a consistência dos parâmetros criados. Para isso, no separador Create, clicar em Family Types.
 
Na caixa de diálogo é possível acedermos aos parâmetros que criámos, podendo assim testar os mesmos com valores.
 
Após alterar os valores, clicar em Apply e confirmar que a folha altera para o tamanho inserido.
 
Seguimos para a terceira etapa: parametrização avançada da folha? É nesta etapa que vamos elevar a complexidade da família, através da criação de parâmetros que nos auxiliarão a parametrizar a mesma, sendo possível ou aumentar as dimensões da folha de forma modular ou com uma medida qualquer atribuída. Além da criação de parâmetros, iremos definir fórmulas para que o aumento das dimensões seja respeitado.
Neste caso, e uma vez que os parâmetros não estarão associados aos objetos, estes devem ser criados diretamente na caixa de diálogo Family Types.
 
Os parâmetros que iremos criar são:
  • Modular – parâmetro do tipo Yes/No que irá permitir que se ative ou não a alteração das dimensões da folha através de um módulo;
  • Modulos Verticais – parâmetro do tipo Integer que irá permitir definir o número de módulos a acrescentar na vertical;
  • Modulos Horizontais – parâmetro do tipo Integer que irá permitir definir o número de módulos a acrescentar na horizontal;
  • Dim_Comprimento – parâmetro do tipo Lenght que irá permitir controlar que o comprimento quando não definido pelos módulos;
  • Dim_Altura – parâmetro do tipo Lenght que irá permitir controlar que a altura quando não definida pelos módulos;
Assim, ainda na caixa de diálogo, clicar em Add… para adicionar o parâmetro e na nova janela definir as propriedades do parâmetro.
 
Ter em atenção que caso o Tipo de Parâmetro seja mal definido, este terá que ser eliminado e criado novamente uma vez que , depois de criado, não é possível a sua alteração.
 
Criados todos os parâmetros, teremos o seguinte resultado.
 
Para que a parametrização fique terminada, teremos que condicionar os parâmetros Comprimento e Altura a serem alterados ou pela indicação do número de módulos ou pelo valor indicado em Dim_Comprimento e Dim_Altura. Ou seja, teremos que indicar:
 
Se o parâmetro Modular estiver ativo, o valor do parâmetro Comprimento será definido pelo produto entre o número de módulos e a dimensão do módulo, caso contrário será o valor definido no parâmetro Dim_Comprimento.
 
Relativamente ao parâmetro Dim_Altura, o raciocínio mantém-se.
 
Para esta situação, teremos que usar uma função: IF.
Ou seja, a estrutura da função será a seguinte:
 
IF(condição,resultado_se_verdadeiro,resultado_se_falso)
 
Em que, e para a condição do parâmetro Comprimento:
  • Condição – Modular (ou seja, estar activo)
  • Resultado_se_verdadeiro – 185 mm * Modulos Verticais + 25 mm (ou seja, se o parâmetro Modular estiver ativo, multiplicar o valor definido pelo número de módulos verticais e multiplicar pelo valor do módulo);
  • Resultado_se_falso – Dim_Comprimento (ou seja, se o parâmetro Modular não estiver ativo, será utilizado o valor definido no parâmetro Dim_Comprimento);
Ter em atenção que os nomes dos parâmetros têm que ser inseridos exatamente iguais como os nomes quando da criação, incluindo as letras maiúsculas.
 
Feito isto, teremos a seguinte fórmula:
 
IF(Modular, 185 mm * Modulos Verticais + 25 mm, Dim_Comprimento)
O valor do módulo a aplicar no Comprimento será de 185mm.
A fórmula terá que ser inserida de acordo com a imagem seguinte.
 
 
Uma vez que a lógica do parâmetro Altura mantém-se, teremos a seguinte fórmula.
if(Modular, (297 mm / 2) * Modulos Horizontais, Dim_Altura)
O valor do módulo a aplicar na Altura será de 297mm.
 
Teremos como resultado final o seguinte.
 
 
Terminada esta etapa, passaremos para a quarta, isto é, tal como já fizemos anteriormente, testar se a folha terá o comportamento desejado.
 
Assim, e para terminarmos, nesta quinta etapa, iremos definir logo os tamanhos das folhas Standard:
  • A4 – 210mmx297mm
  • A3 – 297mm x 420mm
  • A2 – 420mm x 594mm
  • A1 – 594mm x 841mm
  • A0 – 841mm x 1189mm
  • Modulo 4x2
Para isso, clicar em New… e depois de atribuído um nome para o Tipo, alterar as propriedades de acordo com o pretendido.
 
Assim, teremos o seguinte resultado.
Temos, assim, a nossa folha perfeitamente parametrizada, podendo esta assumir qualquer comprimento ou altura, ou então ser aumentada através da definição do número de módulos necessários.
 
Bom trabalho!
Cumprimentos REVITianos :)
 

12.8.13

Criar parâmetro para organização do Navegador de Projeto – Project Browser

Há muito que não paro por estes lados, mas o excesso de trabalho assim obriga! Mas, cá fica mais uma dica...
 
 
Coincidentemente ou não com o facto de estar ultimamente a desenvolver trabalhos de formação e consultadoria em áreas que vão além da Arquitetura (estiquei-me à Estrutura e ao MEP), tenho sido solicitado várias vezes com a necessidade de organização do Project Browser uma vez que este cresce exponencialmente face ao desenvolvimento do trabalho e sua complexidade.
Como tal, aqui fica mais uma nota...
 
A criação de novos parâmetros num projeto é uma das grandes mais-valias que o Autodesk® Revit® tem, uma vez que permite associar mais informação aos objetos que compõem o nosso projeto. Além desse objetivo, é também possível inserirmos um parâmetro para nos ajudar na organização do nosso projeto.
Existem dois tipos de parâmetros:
  • Parâmetros de Projeto – Project Parameters
  • Parâmetros Partilhados – Shared Parameters
 
 
Podemos cria-los diretamente no separador Manage, painel Settings, em Project Parameters. Ao clicar em Add, somos solicitados para a seleção e criação do parâmetro; neste caso, iremos criar um parâmetro de Projeto: Project Parameter. Em Name definimos a designação do parâmetro: Tipo Modelo. Este será um parâmetro de texto, associado à instância (Instance) e será associado apenas à categoria View.
 
 
Após clicar em OK e voltarmos ao ambiente de trabalho, é possível confirmar que a partir de agora todas as vistas têm este parâmetro que poderá ser preenchido de acordo com o pretendido. 
 
 
Uma vez que este parâmetro foi criado com o intuito de organizar o Navegador de Projeto por Tipo de Modelo – se Analítico ou Normal (refere-se à organização do Autodesk® Revit® Structure)– resta agora proceder ao preenchimento de acordo com o pretendido.

Efetuado todo o preenchimento do parâmetro, resta apenas proceder à ordenação do mesmo. Na parte superior do Navegador, temos a organização aplicada ao mesmo: View (all). Sobre essa descrição, clicar com o botão direito e clicar sobre a opção Browser Organization….
 
 
Para criar uma nova organização, clicar em New e após a definição de um nome, iremos proceder à sua configuração no separador Grouping and Sorting. Assim, iremos agrupar primeiro por Family and Type, depois por Tipo Modelo. No final iremos definir que a ordenação será efetuada por cota do Piso e de ordem descendente.
 


Clicado em OK, passamos a ter o Navegador organizado.
 
As vistas que estão identificadas com o símbolo “?” refere-se a vistas que não têm qualquer tipo de inscrição no parâmetro criado, bastará simplesmente preencher o mesmo para que este fique logo agrupado no Tipo Modelo pretendido.
 
Assim, e como resultado no Autodesk® Revit® Structure, poderemos ter a seguinte organização, onde estão agrupados os tipos de modelo, isto é, o Modelo Normal (sem visualizarmos os eixos analíticos) e o Modelo Analítico (onde apenas acedemos ao modelo analítico gerado pela modelação do nosso projeto).
 

Outra organização que podemos realizar para o Autodesk® Revit® Architecture é, por exemplo, a seguinte, onde além de organizado por fases de projeto (existente, proposta e telas finais), temos também a separação dos desenhos de Amarelos e Vermelhos e Projeto propriamente dito.


E para que possamos colocar um exemplo de todas as vertendes do Autodesk® Revit®, resta-nos para o MEP, sugerindo a separação por especialidades, isto é, arquitetura, AVAC, Esgotos, Iluminação, Potência, Águas (poderiam ser criados outros, tais como incêndios, gás, gases perigosos, entre outros).

 
Não pretendo desta forma referir que apenas se consegue este tipo de configuração; pretendo apenas realçar a capacidade que temos em mãos para podermos organizar o nosso Project Browser. Na versão 2014 do Autodesk® Revit®, as opções disponibilizadas são maiores pelo que facilita ainda mais essa possibilidade.
O mesmo é possível também em relação às folhas de impressão.
 
Bom trabalho, REVITianos...




5.12.11

Autodesk University 2011

O Autodesk University 2011 já terminou, no entanto as sessões estão disponiveis no Site do AU2011 Virtual , aproveitem até dia 9 de Dezembro para frequentar algumas das melhores classes disponiveis no site, e que de certeza vos poderão ajudar a conhecer melhor os produtos Autodesk.

Em breve falaremos aqui de alguns dos temas que nos foram dados a conhecer este ano e daquilo que são as propostas da Autodesk.

Lembramos que os autores deste blog realizaram 2 classes cada um e que podem assitir em: Classes escolhendo a lingua portuguesa e o nome dos autores, Décio Ferreira e Fernando Oliveira.

Obrigado a todos os participantes.

14.11.11

Recuperar os Thumbnails das familias - Actualização

Este artigo foi publicado no blog http://revitclinic.typepad.com/
E tem o especial contributo de Niranjan Kamath técnico de suporte ao Revit na India.
A tradução e edição final é da minha autoria.


Têm ocorrido problemas com o preview das familias de Revit, não aparecerem no Windows Explorer.
A maior parte das vezes isso tem a ver com um ficheiro,para o Revit 2012, é Revit.Thumbnaill.dll, e para o Revit 2011 e Revit 2010, é o Revit.FilePreview.dll. 
Para resolver este problema devemos proceder da seguinte forma:

1. No Iniciar do Windows -- Run

2. Escrever regsvr32 /u "C:\Program Files\Autodesk\Revit Architecture 2012\Program\Revit.Thumbnail.dll"

3. Faça OK, aparecerá uma mensagem a informar que "DllUngegisterServer foi bem sucedido", faça OK

4. No iniciar do Windows --Run

5. Escreva regsvr32 "C:\Program Files\Autodesk\Revit Architecture 2012\Program\Revit.Thumbnail.dll"

6. Faça OK, aparecerá uma mensagema  informae que "DllRegisterServer foi be sucedido, faça OK.


Notas:
1. Poderá ter de modificar o caminho apresentado nas linhas 2 e 5, de acordo com a instalação no seu computador, ou se pretender utilizar esta opção em Revit Structure ou MEP. Se não encontrar os ficheiros *.Dll apresentados, poderá os encontrar no DVD de instalação original do Revit, ou noutro computador onde os previews apareçam correctamente.


2. Para o Revit 2011 e 2010, substitua o Revit.Thumbnail.dll pelo Revit.FilePreview.dll nas linhas 2 e 5.


3. Caso tenha uma versão do windows diferente, poderá ter também de alterar o caminho indicado na linha 2 e 5.

15.6.11

Render na Nuvem (cloud computing)

Ao contrário do que o titulo pode sugerir não vamos falar de render´s falhados, ou realizados com a cabeça nas nuvens.

Vimos apresentar os primeiros testes à nova função de render do Revit 2012, não é uma aplicação final, mas sim uma versão beta disponibilizada no Laboratorio da Autodesk, como tal a sua é sujeita a algumas reservas de disponibilidade e funcionalidade.

O 1º Passo é registar-se como utilizador Autodesk, com o seu username e password das subscrições, de seguida deve instalar a aplicação que está disponivel no portal e que vai criar no Revit uma nova entrada no friso.

De seguida abrindo o nosso projecto de Revit, escolhemos a cena a renderizar, afinamos luzes e materias, e basta clicar no botão de "Render Online".


Resultados:
1ª Vantagem: segundo a minha experiencia nos testes realizados o tempo de render online é de menos de metade do tempo necessário na minha maquina, com a vantagem directa de poder enviar multiplas vistas para renderização.

2ª Vantagem: o sistema envia-nos um email a avisar que o render está pronto e o mesmo fica disponivel na web num espaçoq ue nos é atribuido.

3ª Vantagem: depois da imagem renderizada podemos alterar os parametros da mesma e obter resultados diferentes.

4ª Vantagem: aparentemente o sistema tem melhorias na qualidade final obtida.

Desvantagens: talvez não seja tão rápido como sempre ambicionamos, poderá ser estranho a utilização deste tipo de funcionalidade online, mas tudo se está a virar para o cloud computing.


 Imagem 1
Imagem 2

Aceita-se respostas sobre que imagem foi renderizada localmente e qual renderizada na web.

22.3.11

Novidades Revit 2012

Passamos a publicar a primeira análise ás novas funcionalidades da versão Revit 2012, Architecture / Structure e MEP. Nesta versão a Autodesk preocupou-se em consolidar as aplicações Revit, destacamos em especial as seguintes funcionalidades;
  • Melhoria da sua performance e estabilidade.
  • Melhor ligação com outros softwares (controle avançado na exportação para DWG).
  • Melhorias acentuadas no trabalho com worksets, que permitem um maior control sobre o trabalho partilhado, como inclusive a possbilidade de trabalhar a apartir de postos fora da rede local.
  • Novas opções na gestão da biblioteca de materiais, permitindo a criação de bibliotecas personalizadas, assim como o apagar facilmente materiais fora de uso.
  • Ferramentas de modelação que nos permitem criar assemblagens de elementos para posterior extracção de vistas e tabelas exclusivas desses elementos.
  • Ajustes vários de funcionalidades já existentes, cotagem, edição de objectos, modificação do interface, no fundo muitas respostas a solicitações dos utilizadores.
  • Melhorias na ligação entre ficheiros tanto na extracção da informação como na gestão visual dos objectos.
  • Análise energética concpetual que permite logo nos estágios inicais de desenvolvimento a análise comparativa entre modelos.
  • Funcionalidades melhoradas de calculo e de sdesenho de armaduras no Revit Structure.
  • Melhor gestão do projecto através do navegador de sistema do Revit MEP.
  • Novas funções e ferramentas para trabalhos com tubagens e ductos.
Pode acompanhar a nossa análise também na nossa página de apresentação das novidades ou no blog da CPC

3.3.11

Tutorial de modelação de terrenos

Este tutorial pretende de forma resumida ser um bom auxiliar na criação e edicção de terrenos, quem puder aconselha-sea a visita ao link do Autodesk University onde está colocado o video mais completo assim como documentação mais avançada: Autodesk University

Importação do ficheiro de topografia
Aconselha-se sempre a uma verificação prévia do ficheiro de topografia abrindo o mesmo na aplicação de origem seja o “AutoCAD®” ou outro. Esta verificação é importante para validar os seguintes elementos:

 As unidades e escala do ficheiro com o levantamento.


 As “Layers” do projecto, em especial saber em que “Layers” se encontram os vários elementos do desenho, como curvas de nível e pontos topográficos.


 Verificar se os objectos têm propriedades “bylayer”.


 Modificar alguns dos elementos para que o levantamento nos sirva o melhor possível. Apagar tramas não necessárias, ocultar informação não relevante, e muitas vezes complementar as polilinhas que representam as curvas de nível, em especial se as mesmas tiverem espaços vazios.


Vamos então começar por inserir o ficheiro que contém o levantamento topográfico com o qual vamos desenvolver o nosso projecto. No separador “Insert” utilizamos a opção “Link CAD”, que deve ser utilizada para inserir levantamentos, plantas e alçados que podemos usar para desenvolver o projecto, mas que posteriormente pretendemos retirar do projecto, sem deixar que essa informação fique a pesar no ficheiro.






Imagem 1 – Importação de ficheiro com o levantamento

Vamos agora observar a caixa de diálogo com as opções de ligação a ficheiros externos de CAD.


A primeira a opção a estar atento é a caixa de escolha “Current view only”, para efeito de inserção de um levantamento 3D que tem linhas a partir das quais vamos gerar a nossa topografia. Temos de a manter desligada, porque caso estivesse ligada, as entidades inseridas, só seriam visíveis na vista em que fossem inseridas e em mais nenhuma. Desta forma tanto as veremos na vista de implantação como em vistas 3D ou mesmo em alçados ou outras plantas. De seguida temos opções relacionadas com as propriedades de inserção das entidades de desenho;


 As cores, queremos manter as cores originais, ou de alguma forma alterar a sua representação no Revit®,


 As “Layers” a carregar, podemos escolher todas, apenas as visíveis, ou posteriormente aceder a uma caixa de diálogo onde podemos escolher apenas quais as “Layers” a inserir.


 As unidades de importação, aqui ou sabemos ao certo as unidades do projecto original, e poderá bastar escolher se é em metros, milímetros ou outras, ou como neste caso sabemos que o projecto está em escala 1/1 podemos escolher como unidades de importação metros. A opção “Auto-Detect” pode servir se soubermos ao certo em que unidades o projecto foi feito, podendo depois do mesmo ser inserido ser escalado para as unidades correctas.


Finalmente na parte de posicionamento, deixamos ficar a opção, “Center to Center” pois em principio é a que nos vai servir melhor de momento. O nível pode ficar o que está associado á planta onde estamos a trabalhar. E deixamos ligada a opção “Orient to view”. Para finalizar basta agora clicar no botão “Open”. O resultado será a nossa vista passar a apresentar o desenho inserido, como seria de esperar.


Modelação do terreno

Estamos agora na parte mais interessante do Revit® no que à modelação de terrenos diz respeito, a criação do modelo de terreno:


A partir da vista de implantação vamos abrir o separador “Massing & Site” painel “Model Site” » “Toposurface” em “Tools” escolhemos “Create from Import” » Select Import Instance” e seleccionamos o desenho da topografia.


Imagem 2 – Modelação do terreno

Aparece uma caixa de diálogo onde escolhemos as “Layers” com a informação das curvas de nível, neste caso as “Layers” CURVAS-DE-NÍVEL e CURVAS-DE-NIVEL-MESTRA,






Imagem 3 – Escolha de layers

E terminamos o comando. Resultado final, a nossa superfície de terreno.






Imagem 4- Terreno modelado

Vamos em planta desenhar a linha de propriedade para desenhar os limites e extrair informação da área do lote.


A linha de propriedade é mais uma função do separador “Massing & Site”,”Property Line” que nos vai permitir desenhar os limites do terreno, ou inclusive caso ele exista importar um ficheiro de azimutes fornecido pelo topógrafo. O resultado final é uma entidade de Revit®, a “Property Line” com o valor da área do nosso lote, e que pode servir para cálculos de área de construção, cedências municipais ou outros cálculos que venhamos a necessitar.






Imagem 5 – Desenho da linha de limite do lote.





Ajustes do terreno à arquitectura, criação de taludes e plataformas

Vamos passar à parte que normalmente se torna mais complexa para os utilizadores, a manipulação do terreno e sua adequação à arquitectura, e modelação da envolvente. Para tal começamos por abrir a planta do Piso -1. A primeira etapa será separar o terreno do nosso lote da superfície envolvente, processo simples, basta usar o comando “Split Surface” selecionar o terreno e desenhar a linha de corte pelo contorno realizado com a linha de propriedade anteriormente desenhada. Ao terminar passamos a ter duas superfícies a do nosso lote e a do terreno envolvente e onde obviamente não podemos intervir.
De seguida vamos começar a manipular o terreno. Neste caso pretendemos nivelar o terreno pela cota da implantação do piso -1. Vamos utilizar a ferramenta “Building Pad” com a qual iremos criar um perímetro que envolve a implantação do nosso Piso -1.A plataforma resultante é composta por uma camada de material que no meu caso defino como pedra de assentamento, e ficará colocada por debaixo da laje do piso. O resultado obtido é visível na imagem seguinte.






Imagem 8 – Escavação provocada pela plataforma

De seguida temos de ajustar a superfície de forma mais detalhada em pontos onde a plataforma não vai funcionar por ser um elemento plano e horizontal. Vamos validar a cota da plataforma, assim obtemos o valor de cota altimétrica 133.1m De seguida editamos a superfície, e com a opção de ajustar pontos vamos definir a aresta de contorno da plataforma.










Imagem 9 – Ajuste do terreno à plataforma

Além destes ajustes do terreno, iremos criar toda uma nova modelação do terreno, intervindo na criação da rampa de acesso, dos arranjos do jardim fronteiro, e na zona de recreio a criar. Isto é feito manipulando os pontos de terreno, alterando as suas cotas ou adicionando novos pontos que nos permitam essas afinações.






Imagem 10 – Manipulação de pontos para acerto de terreno

Este trabalho pode ser moroso, mas os resultados finais são muito compensadores, pois uma correcta modelação vai facilitar a integração da Arquitectura com o terreno. Adicionalmente vai aumentar a qualidade dos perfis e das medições do nosso projecto.










Imagem 12 – Resultados finais de um correcto ajuste do terreno.

Perfis do terreno

O desenho de perfis do corte do terreno é um processo simples. Basta utilizar o comando “Section” e controlar a sua profundidade, e imediatamente temos um perfil do terreno por onde nos interessar analisar.






Imagem 13 – Perfil do terreno alterado e final

Adicionalmente e aproveitando o conceito de fases, vamos poder visualizar o perfil do terreno existente em confrontação com o novo terreno que modelámos em redor da nossa arquitectura.


Conclusão

Estamos assim perante um processo de trabalho que nos vem aumentar a qualidade do nosso projecto, permitir que a integração da Arquitectura no terreno seja mais fácil, e inclusive a prevenção de dificuldades que muitas vezes só surgiriam em obra. A maioria dos utilizadores inicialmente choca com a ferramenta de modelação de terrenos, pois nem sempre a considera intuitiva, em especial pela não existência de facilitadores na modelação de vias de comunicação. Nessa área por agora teremos de nos apoiar em modelos de terreno e vias desenvolvidos em AutoCAD® Civil3D e que são directamente importados para o Revit® Architecture, aumentando ainda mais a qualidade final dos nossos projectos.



Propriedade da Autodesk, publicado por Fernando Oliveira no AU2010